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Primórdios do Futebol
Por volta de 4500 a.C., existia um jogo
disputado no Japão parecido com o moderno futebol. O seu nome era Kemari
e a bola era feita de fibras de bambu e era praticado pela corte japonesa. Na
China, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam uma espécie
de futebol em seus treinos militares. Após as guerras, formavam equipes
para chutar a cabeça dos soldados inimigos, que, com o passar do tempo,
foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas com cabelo. Formavam-se
duas equipes com oito jogadores e o objetivo era passar a bola de pé
em pé sem deixar cair no chão. Outro jogo bastante parecido, o
epyskiros, era praticado em Esparta no século I a.C. por equipas de 15
atletas. Chutavam uma bexiga de boi cheia de areia. Ao iniciar a Era Cristã,
Roma apresentou um jogo chamado harpastum.
Na Idade Média, em Itália,
o giogo del calcio reunia equipes formadas por 27 jogadores. O gol era marcado
quando a bola passava por cima de 2 postes. Na segunda metade do século
XVII, os ingleses refugiados na Itália, partidários do rei Carlos
II, levaram o calcio para Inglaterra, quando o seu soberano foi restaurado no
trono.
O futebol moderno nasceu no dia 26 de
outubro de 1863, durante uma reunião na Taberna Freemason's, na Great
Queen Street, em Londres. Ali, um grupo de representantes de onze escolas e
clubes estabeleceu a uniformização das regras e criou o primeiro
organismo encarregado de coordenar as atividades futebolísticas: a Football
Association (F.A.), que até hoje controla o futebol inglês.
Com regras claras e objetivas, o futebol
na Inglaterra começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza,
mas, aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência
em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o
futebol. No ano de 1871 foi criada a posição de goleiro(guarda-redes)
que seria o único que poderia colocar as mãos na bola
e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875,
foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi estabelecido o
pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi
estabelecida a regra do impedimento.
O pênalti foi
criado em 1890, para punir as faltas dentro da área. A infração
é assinalada quando um jogador da equipe que está se defendendo
comete uma falta sobre o adversário dentro de sua própria grande
área. A falta é cobrada da marca de pênalti, situada a 11
metros da baliza. Na cobrança, apenas o goleiro e o cobrador participam
do lance. Se o goleiro se mexer antes da cobrança ou se houver invasão
da área, a execução da falta tem de ser repetida.
Em 1866, foi realizada a primeira
partida de futebol da história, com a duração
de uma hora e meia, entre as equipes de Londres e Sheffield. E, em 1872, ocorreu
o primeiro encontro internacional de futebol: a seleção da Inglaterra
enfrentou o Queen's Park, da Escócia, com a presença de 3.500
O primeiro presidente da FIFA
foi o francês Robert Guerin e tinha sede provisória em
Paris. Posteriormente a sede da entidade foi transferidarida para Zurique, na
Suíça
Em 1878, 16 anos antes de Charles Miller
introduzir oficialmente o futebol no país, ocorreu uma famosa
partida, disputada no Rio de Janeiro, em frente à residência
da princesa Isabel, entre as ruas do Roso e do Paissandu. Em seu dia de folga,
os marinheiros britânicos do navio Criméia realizaram uma animada
peleja, com a autorização da princesa. Não se tem notícia
do placar da partida nem dos autores dos gols. Mas, segundo garantem alguns
historiadores, a responsável pela abolição da escravatura
no Brasil adorou.
Professor do Colégio Mackenzie,
Augusto Shaw retornou de uma viagem aos Estados Unidos em 1896 trazendo na bagagem
duas bolas, uma de basquete e oura de rúgbi. Certo de que seus alunos
ficariam encantados com um dos dois esportes, Shaw tomou um susto ao ver que
a moçada, em vez de usar as mãos para jogar basquete, improvisava
partidas de futebol com as pelotas. Mas o professor não repreendeu os
pupilos. Ao contrário, começou a jogar futebol com a própria
bola de basquete trazida dos Estados Unidos.
A Igreja Católica sempre foi uma
grande incentivadora do futebol no país. Além de dar a benção
ao novo esporte recém-chegado da Inglaterra, autorizando seus fiéis
a praticá-lo, muitos padres contribuíram decisivamente para a
propagação do novo esporte. Entre 1872 e 1873, mais de 20 anos
antes de Charles Miller chegar da Europa com as regras e o material para a prática
do soccer, os padres do Colégio São Luís, em Itu, no interior
de São Paulo, costumavam organizar partidas entre seus alunos, já
com as regras vigentes na Inglaterra. O sacerdote Manuel Gonzales, do Colégio
Vicente de Paula, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, foi, no começo
do século 20, o primeiro fabricante de bola de couro cru do Brasil. Suas
pelotas eram tão bem feitas que passaram a ser vendidas em todo o território
nacional. (Obs: as bolas em questão, não correspondiam exatamente
ás fabricadas na Europa).
A barra da baliza ou traves foi introduzida
em 1875 e veio substituir as precárias fitas de tecido que uniam os dois
postes laterais. A rede das balizas apareceu em 1890, com o objetivo de identificar
mais claramente a marcação dos golos. Nesse mesmo ano, as faltas
dentro da área passaram a ser penalizadas com a marcação
de uma grande penalidade.
A numeração das camisas
foi introduzida no futebol inglês em 1939. A novidade chegou ao Brasil
10 anos depois, com o objetivo de facilitar as anotações dos árbitros
ingleses que vieram apitar no Rio de Janeiro e em São Paulo. Eles foram
contratados para que os brasileiros assimilassem as regras à arbitragem
da Fifa às vésperas da Copa de 1950
Uma das mais polêmicas marcações do futebol, o impedimento foi criado em 1866 e alterado em 1925. Atualmente, admite-se o passe dado em direção ao atacante que estiver na mesma linha do penúltimo defensor. Ou seja, é necessário ao menos dois adversários – na maioria das vezes, um deles é o goleiro do time rival – entre o jogador para qual a bola foi lançada e a linha de fundo do campo no momento do lançamento.
Primeiro
Os primeiros nomes do futebol no Brasil
era conhecido no início por foot-ball, balípodo ou bolapé.
Fussball (alemã, trazida por Hans
Nobling) e Dupont (suíça, trazida por Oscar Cox) foram as 2 primeiras
marcas de bolas de futebol a quicarem em gramados brasileiros, vindos da Europa.
Shoot, foi a marca das primeiras bolas que Charlles William Miller trouxe para
o Brasil.
A primeira bola fabricada no Brasil,
foi uma cópia da trazida por Charles Muller, e feita pelo sapateiro CAETANO,
em 1901, que morava no bairro do Ypiranga, em São Paulo. O artefato impressionava
pela semelhança ao modelo inglês e, fora produzida para as disputas
do campeonato paulista, já que a importação do material
era demasiado cara. A encomenda fora feita por Antônio Casemiro da Costa.
O sapateiro faleceu no anonimato, sem nunca ter tido uma homenagem ao seu feito.
No início do futebol, as bolas
eram marrom. Com o surgimento do futebol noturno, em vista da dificuldade dos
jogadores em enxergá-la, a bola passou a ser pintada de branco. O motivo
para tal foi que o São Paulo iria jogar contra o Vasco da Gama, no início
da década de 1930, e o "seu" Joaquim - Joaquim Simão
Gomes - perguntou ao diretor esportivo Mário Cunha Bueno se poderia pintar
a bola de branco. Autorizado, ele comprou uma tinta chamada Duco Alemão
e mandou ver. Estava criada a primeira bola branca do mundo. Foi um sucesso
que se espalhou rapidamente. Só que "seu" Joaquim não
patenteou o invento.
O primeiro time brasileiro foi o São
Paulo Atlhetic (1894), porém, o Sport Club Rio Grande é o mais
antigo time em atividade no futebol brasileiro, tendo sido fundado em 19/07/1900
(24 dias antes da Ponte Preta de Campinas). Um fato curioso é que o Rio
Grande, não tinha adversários no início do século
XX., pois ninguém sabia jogar futebol. Logo, seus jogos eram uma apresentação
do time A x time B.
O primeiro time a escalar um negro foi
o Bangu, em 14.05.1905 no Jardim da Fábrica Bangu. no amistoso contra
o Fluminense. O jogador foi Francisco Carregal e o Bangu venceu a partida por
5x3. Merecidamente, o Bangu foi agraciado em 2001, com a Medalha Tiradentes,
pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro por ser o clube
pioneiro na luta contra o racismo.
O primero time a admitir negros no futebol brasileiro foi o América Mineiro - Geraldino de Carvalho. O América foi o primeiro clube a possuir um fundador negro. O coelho é também recordista mundial de títulos estaduais consecutivos conquistados (10 títulos consecutivos durante do deca-campeonato de 1916 a 1925), dividindo tal façanha com o ABC de Natal.
O primeiro estádio de futebol
no Brasil, foi o Velódromo paulistano. Construído originalmente
em 1875, foi reformado em 1902 para os jogos de futebol e não apenas
para a prática do ciclismo.
O primeiro campo demarcado no Brasil, com as medidas oficiais idênticas
às dos gramados da Inglaterra, foi a Chácara Dulley, no bairro
do Bom Retiro, em São Paulo, usado pelo São Paulo Athletic Club.
Havia outros campos na cidade, mas a maioria deles não respeitava as
marcações oficiais
O primeiro jogo de futebol no Brasil
que se tem notícia foi entre o São Paulo Railway 4x2 The Team
of Gas Company, em 14 de abril de 1895 na Várzea do Gasômetro,
jogo-treino organizado por Charles Muller em São Paulo. Já o primeiro
jogo de um campeonato no Brasil, foi entre o Mackenzie 2x1 Germânia, pelo
Paulistão de 1902, disputado no Parque Antártica, então
campo do Germânia. Mário Eppingaus do Mackenzie foi o autor do
primeiro gol oficial no Brasil.
Em 24.06.1923, o jogo entre funcionários
da Light e Associação Atlética da República só
pode ser jogado após o horário de trabalho, servindo inclusive
para as festividades juninas da época. Como os estádios não
tinham luzes, foi improvisado a luz de 20 refletores e 10 projetores, num campo
situado em um terreno da Companhia São Paulo Light, na rua do Glicério,
sendo o primeiro jogo noturno que se tem notícia no Brasil. Aliás,
este jogo é o primeiro que se tem notícia no mundo. Curiosamente
no dia seguinte, ocorria uma partida noturna em Lynn, nos Estados Unidos. Já
o primeiro jogo noturno em estádio e iluminado aconteceu em 31 de março
de 1928, em São Januário. O Vasco da Gama venceu ao Wanders (Uruguai),
por 1 a 0.
O primeiro jogo interestadual no Brasil
aconteceu em 19.11.1901, entre um combinado de paulistas contra um combinado
de cariocas. O jogo aconteceu em São Paulo, no campo do São Paulo
Atletic (improvisado) para um público presente de 15 pessoas. O jogo
inaugural foi 2x2 (Félix Frias e McCullock para os cariocas, Jeffery
e Alício de Carvalho no 2º tempo para os paulistas) e dias mais
tarde, novo jogo acabou 1x1. Curiosamente, os paulistas jogaram de azul e preto.
No 2x2, estavam presentes o presidente Campos Salles e o rei inglês Eduardo
VII. A iniciativa foi de Oscar Cox e de Renê Vanorden, um praticante do
futebol em São Paulo. Detalhe: Não havia futebol amador nos dois
estados, logo, os times foram verdadeiros "catadão" de amantes
do esporte. Neste confronto, Cox chegou a perguntar ao organizador paulista
"se era necessário levar à Paulicéia barras para a
meta e as respectivas redes".
O primeiro campeão interestadual
no Brasil foi a AA das Palmeiras de São Paulo (não confundir com
o atual Palmeiras, ex-Palesta Itália), durante a disputa da Taça
Salutaris em 1911. Esta, foi um desafio entre o campeão paulista (no
caso a Associação Atlética das Palmeiras) e o campeão
do Rio de Janeiro (no caso o Botafogo). A AA das Palmeiras venceu no Rio por
4x2 e em São Paulo por 2x0.
O primeiro time do Nordeste a vencer
um time da região Sul-Suldeste foi o Santa Cruz do Recife, que em 1919
venceu o Botafogo do Rio de Janeiro por 3x2.
O primeiro jogo internacional oficial
ocorrido no Brasil aconteceu em 1906 entre a seleção Paulista
x o time inglês do South Africa. O resultado foi 6x0 para os ingleses.
Há no entanto, quem defenda que o primeiro jogo internacional foi Rio
Grande x marinheiros do navio Nymphe (2x2). Já o primeiro jogo internacional
realizado em Minas Gerais foi feito entre a Associação Desportiva
Guaxupé x Peñarol do Uruguai. O time do interior mineiro venceu
aos uruguaios por 2x1 (1928).
O primeiro jogo transmitido ao vivo pela
TV no Brasil foi gerado pela TV Difusora de Porto Alegre, em Caxias do Sul em
1972. O jogo foi Caxias x Grêmio. Essa experiência foi retransmitida
pelas TVs Rio, do Rio de Janeiro e de Brasília, e pela TV Record, de
São Paulo.
O Paulistano da capital foi a primeira
equipe brasileira a fazer um amistoso no exterior, em 1925 fez 10 partidas na
Europa, jogando na França, Portugal e Suíça (9 vitórias
e 1 derrota). Depois de 20 dias a bordo do navio Zeelandia, a delegação
desembarcou no Velho Continente. A façanha dos brasileiros merece destaque
maior, pois enfrentaram verdadeiras seleções, árbitros
contrários e, campos, se assim os podemos chamar, em péssimo estado,
além de uma longa viagem de navio e estafantes viagens de trem.
O primeiro jogo da seleção
brasileira (oficial) foi em 1914 contra o Exeter City da Inglaterra, considerados
como o "melhor time do planeta". O jogo foi realizado no Álvaro
Chaves, estádio do Fluminense, Rio de Janeiro e acredite, a seleção
brasileira venceu por 2x0. O primeiro gol da seleção brasileira
foi marcada por Osmar, e o 2º por Oswaldo Gomes.
O primeiro campeão de futebol
no Brasil foi o São Paulo Athletic, que venceu o campeonato paulista
de 1902. Na final, o SPA venceu o Paulistano por 2x1. No SPA, jogava Charles
Muller, o pai do futebol no Brasil. Antônio casemiro da Costa foi o primeiro
presidente de uma "federação" de futebol no Brasil -
a Liga Paulista de Foot-Ball.
O primeiro campeão nacional de
futebol foi o Bahia E.C.. Em 1959, foi organizada a Taça Brasil, torneio
que reunia os campeões dos torneios seletivos regionais, e na final,
o tricolor baiano surpreendeu a todos, vencendo o Santos de Pelé por
3x1 no Maracanã, no jogo-desempate. Já o primeiro campeão
do Brasileirão de futebol foi o Atlético Mineiro, em 1971, quando
no jogo decisivo do triangular final venceu o Botafogo/RJ por 1x0. Neste, o
São Paulo tornou-se o primeiro vice-campeão brasileiro. E o Grêmio
de Porto Alegre foi o primeiro campeão da Copa do Brasil, em 1989, vencendo
o Sport Recife na final.
A primeira grande confusão ou
presepada dos cartolas no futebol brasileiro aconteceu em 1914, na disputa da
Taça dos Campeões Estuduais, disputado entre o campeão
paulista (Paulistano, campeão de 1913) e o América (campeão
no Rio em 1913). Após a vitória do Paulistano no primeiro jogo
por 3x2, a segunda partida não houve por causa do banimento de 2 jogadores
americanos. Logo, o torneio não terminou e ninguém levou o título.
O francês Walter, que foi o primeiro
presidente da Liga Carioca de Futebol, era também o goleiro do Fluminense,
campeão do mesmo ano e, por sua vez, o primeiro goleiro menos-vazado
do campeonato do Rio.
O Vasco fez uma excursão à
Europa em 1929. Ao voltar para o Rio de Janeiro, Jaguaré Bezerra de Vasconcelos,
foi o primeiro goleiro a usar luvas. Ele trouxe a novidade: 2 pares de luvas
de borracha, pretas por fora e vermelhas por dentro.
O primeiro time gaúcho a excurcionar
para a Europa foi o Cruzeiro de Porto Alegre, )campeão estadual em 1918
e em 19290 em 1953. Realizou 15 jogos e chegou a empatar com o Real Madrid,
de Di Stéfano, em 0 a 0, em pleno Santiago Bernadéu.
O primeiro grande ídolo do futebol
no Brasil, foi o alemão Hermanan Friese. Jogador do Germânia, Friese
era campeão europeu de 1.500m rasos, e praticante de diversos esportes.
Por ter o físico avantajado, tornou-se o primeiro craque a jogar no Paulistão
de 1902.
Os primeiros apelidos no futebol foram
dados à dois jogadores do Paulistano: o goleiro Jorge Miranda era o "Tatu"
e o centroavante Benedito Wernewck Siqueira era o "Vevé".
A primeira seleção brasileira
foi composta por: Marcos, Píndaro e Nery; Lagreca, Rubens Salles e Rolando;
Abelardo, Oswaldo Gomes, Friedenreich, Osman e Formiga justamente para o jogo
contra o Exeter City. O primeiro quadro técnico foi Lagreca e Rubens
Salles, que eram também jogadores
O primeiro jogo internacional do Brasil
no exterior foi em Buenos Aires, no mesmo ano, contra a Argentina, com vitória
dos hermanos por 3x0, em Buenos Aires, no dia 20/09/1914. O local do jogo foi
o estádio do Club Gimnasia Y Esgrima. A primeira vitória da seleção
em território estrangeiro ocorreu 4 dias depois, no mesmo estádio,
quando vencemos o time do Columbia por 1x0. E 3 dias depois, veio a primeira
vitória sobre a seleção argentina: 1x0, gol de Rubens Salles,
que curiosamente era auxiliar técnico de Lagreca. Detalhe: no primeiro
confronto contra os argentinos, fomos recebidos com flores.
O primeiro uniforme da seleção
brasileira é praticamente desconhecido da população: camisa
(manga longa) e calção branco, meia preta e no braço direito,
uma braçadeira vermelha e sem distintivo (escudo). A primeira seleção
foi formada por um combinado de jogadores paulistas e cariocas.
O primeiro camisa 10 da seleção
brasileira em Copa do Mundo foi Jair da Rosa Pinto. Ele foi escalado com a 10
no jogo Brasil 4x0 México, pela Copa do Mundo de 1950. Antes de 1950,
os jogadores não recebiam número nas camisas.
O primeiro campeão no Maracanã
foi o Bangu, que venceu em 1950 o Torneio Início do Campeonato do Distrito
Federal (o estadual do mesmo ano foi vencido pelo Vasco). O time de Moça-Bonita
é também o primeiro campeão na fase profissional do campeonato
do Rio de Janeiro, em 1933.
O primeiro lance de "fair-play"
da história do futebol mundial aconteceu no Rio-São Paulo de 1960
no empate de 2x2 entre Fluminense e Botafogo. Após o choque entre Pinheiro
do Fluminense e o alvi-negro Quarentinha, a bola sobrou para Garrincha que jogou
ela para a lateral, lance inédito até então. Na reposição,
o lateral tricolor Altair fez o mesmo, devolvendo a posse de bola ao time da
Estrela Solitária.
O primeiro estádio de futebol
do São Paulo F.C. foi o Canindé. No entanto, pelo fato do tricolor
adquiri o terreno no bairro do Morumbi para construção do seu
estádio, e o Canindé acabou sendo vendido para a Portuguesa de
Desportos, em 1935. Um dos motivos da compra pela Lusa foi que o campo do Canindé
acabou com aquela história de parte dos atletas se concentrar na casa
do presidente e outra na Igreja da Consolação
O primeiro clube empresa do Brasil foi
o União São João E.C. de Araras, tornando-se empresa em
1994, quando profissionalizou a administração do clube. Logo depois
dele, vieram a S.E. Palmeiras de São Paulo e o Rio Branco F. C. de Andradas/MG
e o Bahia EC/BA.
O primeiro time a saudar a torcida foi
o América do Rio nos anos 20. A iniciativa foi de Belfort Duarte, como
forma de agradecer ao apoio da população.
O primeiro caso de doping no Brasil,
aconteceu em 1973 com o jogador Campos, centroavante do Atlético Mineiro
em jogo pelo Brasileiro contra o Vasco da Gama. O centroavante, que no jogo
anterior contra o Vasco sofrera um choque, e ao cair perdera 3 dentes, tomava
antibióticos e antiinflamatórios que, o departamento médico
do Atlético não informara a CBD. O jogador foi punido, injustamente.
O Madureira já possuiu uma grande
equipe no futebol carioca. Em 1942, em jogo contra o Fluminense, no campo das
Laranjeiras, o Madureira venceu o tricolor e o artilheiro Izaias, que marcou
o primeiro gol de letra da história, após driblar toda defesa
do Fluminense.
O primeiro gol de um goleiro, foi marcado
por Navarro, goleiro do Noroeste de Bauru em 18.06.1961, em jogo diante do Taubaté
em Bauru. Navarro chutou a bola de sua própria área e surpreendeu
o goleiro Henrique da "Burra da Central".
O primeiro goleiro brasileiro a marcar
um gol de dentro da área, foi o goleiro Zico do Cascavel Futebol Clube
do Paraná, em 1980 contra o Colorado pelo Campeonato Paranaense.
O primeiro "bicho" do futebol
foi idealizado pela torcida do Vasco da Gama do Rio de Janeiro. Na primeira
participação do time da cruz-de-malta na primeira divisão
carioca, em 1923, os torcedores começaram a recolher dinheiro para ajudar
seus craques, pagando-lhes prêmios em dinheiro por vitória ou empate.
O valor do prêmio dependia de fatores como o adversário e a importância
do jogo, além do resultado, e era anunciado segundo uma senha inspirada
no jogo do bicho: Um cachorro (número 5 no jogo do bicho) significava
um premio de 5 mil reis; um coelho, 10; e assim por diante. Segundo uma outra
versão, torcedores premiavam os jogadores com galinhas, patos ou leitões.
Esta versão não é confiável, mas fica aqui o registro.
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O primeiro "MAIS UM...MAIS UM"
! eM 1918, no Velódromo, em São Paulo, jogavam as seleções
paulista x carioca. Os paulistas já venciam de 5x0, quando dois torcedores
começaram a gritar – MAIS UM... MAIS UM....E em seguida, a cada
gol dos paulistanos, os gritos se sucediam, com quase todos que estavam no estádio
pedindo mais um gol. O jogo terminou com 8x0, e até hoje a torcida brasileira
continua pedindo mais...mais um.
Numa tarde chuvosa em São Paulo, quando entravam no gramado do Velódromo para restabelecer seu treino, interrompido pela chuva, os rapazes do Paulistano, despejaram-se das arquibancadas para o campo, aos berros de "allez-gohack", palavras atiradas ao ar por Olavo de Barros e Renato, de jubilo pela estiagem que fizera. Repetido depois, a qualquer pretexto pela turma do Paulistano, aquele estrangeirismo que significava "para frente, avante" acabou abrasileirando-se no "alê-guá-guá-guá hurrah", que se transformou no hino do Paulistano. Nascia ali, o primeiro hino futebolístico.
A primeira manifestão popular
em comemoração à um título aconteceu em 1905, no
teatro Polithema de São Paulo, aos jogadores do Paulistano, após
a conquista do campeonato paulista sobre o São Paulo Atletic. A manifestação
ocorreu de forma involuntária, após os jogadores entrarem em silêncio
no teatro para assistir a uma peça em cartaz. Populares reconheceram
os "heróis" que acabaram com o tri do arqui-rival, e, começaram
a aplaudir os jogadores. O fato exigiu que a peça fosse paralisada e
os jogadores subissem ao palco para serem homenageados e ovacionados pelo público.
A PRIMEIRA TORCIDA A MANIFESTAR PALAVRÕES CONTRA O ADVERSÁRIO FOI A ETA DO ATLÉTICO PARANAENSE. No jogo entre Coritiba/PR x Corinthians/SP, pelo campeonato Brasileiro, os torcedores lotaram o Couto Pereira, para torcer pelo alvinegro paulista e, xingaram o time do arqui-rival com "um, dois, três, quatro, cinco, mil, quero que o coxa vá pra pqp...."
Pisada na Bola
Em 26 de dezembro de 1940 São Paulo e Rio Grande protagonizam uma cena
memorável no futebol brasileiro. Era a disputa da taça confraternização.
E os dois times terminaram o jogo empatados. Os pênaltis foram batidos
à exaustão Quanto à taça, a solução
encontrada foi chamar um serralheiro e um ferreiro e cerrou o troféu
em duas partes iguais e entregar uma parte a cada time.
Por erros em regulamentos, houve fatos
esdrúxulos. O Náutico chegou a precisar “perder para se
classificar”. O regulamento previa a disputa de três turnos, sendo
que o segundo envolveria os campeões de cada turno, mais os dois melhores
times por índice técnico. O Sport e Santa Cruz venceram os dois
turnos. Náutico e Central de Caruaru entraram no quadrangular do terceiro
turno por índice técnico. O Central liderava este turno ao lado
do Santa Cruz, e se vencesse o turno, o regulamento previa um 4º turno
com os campeões de cada turno e mais o time de melhor índice técnico
( que no caso, era o Náutico). Na última rodada, o Náutico
entrou em campo precisando perder para o Central (resultado 2x0 para Central).
No entanto, Central e Santa Cruz empataram em pontos e no jogo extra, o tiro
do Náutico saiu pela culatra. O Santa Cruz venceu o Central e decidiu
o estadual como Sport Recife.
Outro que precisou perder para se classificar.
O Gauchão de 1978 foi disputado em 3 turnos, onde os campeões
e vice de cada turno classificavam-se para o Hexagonal Final. Cada turno era
decidido em um quadrangular. No primeiro turno, sem a participação
da dupla GreNal que disputava o Brasileiro deu Esportivo de Passos e Novo Hamburgo.
No 2º turno, deu Internacional e Juventude. Vem então o terceiro
turno. Grêmio e Juventude se enfrentam pela última rodada do turno,
antes do quadrangular. Se o Grêmio empatasse ou vencesse classificaria
em 1º lugar e classificaria automaticamente para o Hexagonal o Inter de
Santa Maria. Mas se perdesse, o caminho ficaria mais fácil para o Quadrangular
do turno, sendo composto pela dupla de Caxias do Sul (Juventude e Caxias) e
pela dupla GreNal. Como o Inter de Porto Alegre e o Juventude já estavam
garantidos no Hexagonal, e o Grêmio e Caxias por tabela também
estavam assegurados, o Grêmio fez o "jogo da vergonha", perdendo
a partida para se classificar. O tricolor até tentou demonstrar que veio
disposto a ganhar, quando até os 33 minutos do primeiro tempo, vencia
por 2x1, mas no segundo tempo o Juventude fez mais 2 gols e a partida por fim,
acabou 4x3 para o time de Caxias do Sul No final, ambas as equipes saíram
abraçadas, agradecendo a compreensão da torcida. Mas o tiro saiu
pela culatra: O Internacional de Porto Alegre foi campeão.
Em 1981, aconteceu o jogo desempate no
estádio Serra Dourada em Goiânia entre Atlético Mineiro
x Flamengo, que indicaria o campeão do grupo à disputa das quarta-de-finais
da Taça Libertadores da América. Jogo tenso, e aos 30 minutos
do primeiro tempo, o árbitro José Roberto Wright expulsa 6 jogadores
do Atlético, entre reclamações e brigas. Resultado, com
5 jogadores em campo, o Atlético não tem o número mínimo
de jogadores para continuar a partida, e o Flamengo é proclamado vencedor.
O Atlético entra na justiça, ganha a causa, mas de nada adianta,
pois foi o julgamento ocorreu após o término do torneio. O Flamengo
acabaria campeão da Libertadores.
Em 1971, os dois maiores rivais do Espírito
Santo, Rio Branco e Desportiva decidiam o ca campeonato estadual. A Desportiva
havia vencido as duas primeiras partidas, e precisava só do empate no
terceiro jogo para sagrar-se campeã estadual. No entanto, a diretoria
do alvinegro descobriu que dois jogadores da Desportiva jogavam ao mesmo tempo
o Campeonato Mineiro pelo Valeriodoce. O caso foi parar no STJ da CBF, que anulou
a decisão. Foi marcado uma nova partida mas a Desportiva não concordou
e o Rio Branco foi declarado (tetra) campeão do Estado.
Friedenreich é conhecido como
o maior artilheiro da história do futebol mundial com 1.239 gols. No
entanto, o livro "Gigantes do Futebol Brasileiro" inverteu os algarismos
em sua primeira edição e foi o responsável pela confusão,
atribuindo ao craque 1.329 gols.
Em 1989, pelo returno do Campeonato Pernambucano,
o Santa Cruz líder da competição enfrentaria o América.
O alviverde pernambucano já não era tão forte quanto o
fora nos primórdios do futebol pernambucano, e, com um elenco reduzido,
tinha apenas pouco jogadores em condição de jogo. Logo, a comissão
técnica inscreveu apenas 7 atletas, o número mínimo para
entrar em campo. Logo nos 10 primeiros minutos, o Santa Cruz abriu o placar.
Percebendo que a agremiação americana seria massacrada, o banco
de reservas deu a ordem, e, na primeira dividida um jogador do América
simulou uma fratura e foi retirado de campo. Com 6, número irregular
para permanecer o juiz deu a partida por encerrado, com o resultado de Santa
Cruz apenas 1x0 América.
Na década de 70, o grande Nilton
Santos resolveu ser técnico, começando pelo Bonsucesso, modesto
time do subúrbio do Rio de Janeiro. Com seus grandes conhecimentos futebolísticos,
montou um time até que bom, considerando-se os parcos recursos de que
dispunha. Depos de 7 jogos, conseguiu 5 vitórias. A diretoria do Bonsucesso,
não estava acostumada com aquilo e chegando à conclusão
de que, pagando tantos "bichos" por vitória, o clube acabaria
falindo, optaram pela solução mais "lógica" e
barata. Simplesmente demitiram o técnico que, de tanto vencer, estava
causando tanto prejuizo.
Em 2006, no campeonato sul-matogrossense
jogavam, em Campo Grande, Operário x Rio Verde. Por exigência da
federação, o mandante deveria disponibilizar uma ambulância
para atendimento a qualquer presente. No entanto, os dirigentes operarianos
esqueceram disso, e sobre pressão dos profissionais da Rádio FM
Regional, tiveram que às pressas solicitar uma viatura de atendimento
para o hospital local. No entanto, ao invés de vir uma ambulância,
o hospital enviou um carro funerário para prestar os primeiros socorros.
Curiosamente, nenhum jogador precisou ser atendido.
A final do campeonato paulista de 1973
(26.08.1973) foi marcada por um fato inusitado. Santos e Portuguesa empataram
no tempo normal (0x0) e a final foi decidida nos pênaltis. O Santos vencia
nas cobranças por 2x0 (a Portuguesa errou suas três penalidades
e o Santos 1) . Pelé e Carlos Alberto Torres deveriam ainda cobrar para
o Santos. Porém, o árbitro Armando Marques, errou na contagem
e encerrou o jogo, dando o Santos como vencedor. No entanto, se os dois cobradores
do Santos errassem, e os dois da Portuguesa acertassem, empataria novamente.
O árbitro até que tentou reiniciar o jogo, mas os jogadores da
Portuguesa saíram de campo e a torcida invadiu o Morumbi. Nos tribunais,
a Federação Paulista de Futebol, vendo o erro do árbitro,
a FPF decidiu dividir o título do estadual.
Em 1956, o árbitro Cláudio
Régis apitava a Ferroviário x Auto Esporte, pelo campeonato paraibano.
O jogo foi anulado por erro do juiz. Como pelo regulamento não havia
os descontos, ao completar os 45 minutos, o jogo encerrava. No jogo, o Ferroviário
fez o gol quando já ultrapassara os exatos 45 minutos da etapa final.
O juiz não apitou, deixou o lance correr e validou o gol. O mesmo, conforme
havia essa possibilidade antigamente, pediu ao STJD a anulação
do jogo, por seu “próprio erro”. A decisão foi acatada,
o jogo anulado e nova partida marca.
No jogo Palmeiras 2x2 Santos no Paulistão
de 1983, o juiz José de Assis Aragão, acredite fez um gol. Confusão
na área santista e Jorginho chuta, a bola passa por todos e bate na perna
do árbitro que estava quase na linha de fundo dentro do campo. A bola
desviou do goleiro Marola e entra. Como o juiz é considerado como elemento
neutro dentro de campo, o gol foi validado corretamente.
O gol da decisão do campeonato
pernambucano de 1977 foi marcado às 02h00 da madrugada, que deu o título
ao Sport Recife sobre o Náutico, pelo centroavante Mauro. O regulamento
previa que caso houvesse empate, haveria tantas prorrogações quantas
necessárias até que se definisse o campeão. No final, o
Sport sagrou-se campeão na madrugada, após 4 prorrogações.
Em 1960, jogaram em Mossoró, no
Rio Grande do Norte o time local do Potiguar contra o Flamengo de Macau. O time
visitante venceu por 4x3. Detalhe: todos os gols deste Flamengo foram gols contra
do Potiguar, que ao final, derrotado, anotou 7 gols, sendo 4 contra..
O futebol em Sergipe, no começo do século XX, vivia as voltas com crises sucessivas. No entanto, em 1920, fora construído o estádio "Adolfo Rolemberg" em Aracajú, considerado o mais moderno do Nordeste na época . Este estádio era motivo de orgulho para os aracajuenses porém, com a crise do estadual em 1923, o campeonato sergipano do ano seguinte nem chegou a acontecer. Resultado: o moderno estádio local acabou virando pasto para animais.
Fatos inusitados envolveram os jogos entre a Santa Ritense e o União de Tambaú na disputa do Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1986. No primeiro turno o jogo foi em Santa Rita do Passa Quatro (14/09/86), o Santaritense (a "Vermelhinha") ganhou por três a zero. Entretanto, um dos jogadores do time da casa não estava registrado na Federação. Resultado: a vitória foi concedida ao União, pelo placar de um a zero, que levou também os pontos em disputa. O jogo de volta, foi disputado em Tambaú (23/11/86). O União venceu por um a zero, mas desta vez um jogador do União jogou sem estar inscrito no Campeonato! Resultado, foi-se atribuído 3 pontos ao visitante. Enfim, quem ganhou perdeu os pontos, e quem perdeu recebeu 3 pontos.
Durante o período da II Guerra Mundial, o governo brasileiro fez campanha para que a sociedade doasse metais para a produção de canhões e balas. O Vitória F.C. do Espírito Santo, até então um dos maiores campeões estaduais doou todos os seus troféus para a produção de canhões, perdendo toda sua história até os anos 40.
Em 1965, o Palmeiras representou a seleção Brasileira em jogo que venceu ao Uruguai por 3x0, na inauguração do Mineirão. O curioso é que os dirigentes palmeirenses esqueceram o troféu no estádio, e sempre que iam jogar no Mineirão, o troféu, guardado numa sala, acabava sendo esquecido de ser levado novamente. Resultado: Só em 1984, 19 anos depois da conquista, é que os dirigentes, antes de um jogo contra o Atlético Mineiro, reclamaram-no e conseguiram resgatar o troféu.
Em 1998, quem fosse ao estacionamento do Canindé, em dia de jogo, depararia-se com a placa assim escrito: "Estacionamento da A. Portuguesa de Desportos. Não-sócios: R$ 10,00. Sócios: também."
No início do ano de 1949, Barroso e Santa Cruz disputavam jogo ainda
válido pelo campeonato do ano anterior, e que sem dúvida, foi
senão a maior, uma das mais tumultuadas da história do futebol
alagoano. O juiz foi Mário Santa Rita. O bandeirinha Adávio Camelo.
O Santa Cruz fez o 1º gol, com quase 2 minutos iniciais, sendo que fora
anulado pelo bandeirinha. O juiz anulou mas os jogadores do Santa Cruz reclamaram,
cercaram Mário Santa Rita alegando que ele já tinha marcado o
gol e não poderia voltar atrás. O juiz também aceitou as
alegações do Santa Cruz e, mais uma vez mudou seu comportamento
mantendo o gol e começou logo uma grande confusão. Resultado:
sentindo que a situação não era boa, o árbitro entregou
o apito na mesa de representação da Federação e
foi embora com 1 minuto de jogo.
Em 1997, o Atlético Mineiro estava
em fase de contratações para o Campeonato Brasileiro deste ano.
A diretoria do Atlético chega a anunciar que, dentro em breve, o galo
teria uma contratação "bombástica" um jogador
de nível de seleção Brasileira, podendo ser Ronaldinho
"Fenômeno", que jogava então no PSV da Holanda e fora
ídolo do Cruzeiro. A diretoria então, anuncia o nome: Bira, um
jogador que fora até rejeitado pelo Valeriodoce. Os torcedores do Cruzeiro,
arqui-rival foram ao delírio.
No Campeonato Paulista da 2ª Divisão
de 2005, a Matonense enfrentaria em seu estádio o time do Nacional de
São Paulo. O curioso foi que o time da casa perdeu o jogo por W.O. e
por um motivo mais inusitado ainda: uma rixa entre a diretoria do time e a empresa
que gerencia a agremiação fez como que 2 times da Matonense entrassem
em campo para jogar.
Por duas vezes o Guarani atuou num mesmo dia com duas equipes diferentes. Em 15 de abril de 1934 o Bugre mandou uma equipe jogar em Votorantim (na época pertencente a Sorocaba), enfrentar o Sport Club Savóia (derrota por 4 x 1). No mesmo horário, outro time jogava em Jundiaí contra o São João F.C. e também perdia (1 x 0). Mais recentemente (15/04/1984), o Guarani jogou pela manhã contra o Sport Recife, no Brinco de Ouro, pelo Torneio Heleno Nunes, empatando em 0 x 0. À tarde, nesse mesmo dia, outro time esteve em Jaú enfrentando, pela "Copa Ray-O-Vac", o XV de Novembro local e também empatou (1 a 1).
No Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão
de 2005, jogavam no estádio da Ressacada em Florianópolis, Avaí
x Vila Nova de Goiás. O Avaí ganhava por 1x0 quando, em uma disputa
de bola no meio do campo o meia do time goiano Heleno chocou-se com o atacante
catarinense e desmaiou em campo. O jogador caiu no chão, perdendo os
sentidos e desmaiando. O medo tomou conta de todos, visto o ocorrido com o jogador
Serginho do São Caetano um ano antes. O carro da maca entrou em campo,
e o jogador fora logo levado ao carro ambulância da Unimed, presente no
estádio. No entanto, a ambulância não deu partida, aumentando
o desespero de todos. Resultado: os jogadores de ambas as equipes, mais gandulas,
fiscais foram chamados para empurrar o carro para pegar no tranco. Mesmo assim,
o jogador foi levado para o hospital e se recuperou.
Pelo campeonato capixaba, o Alegrense enfrenta o Veneciano no estádio Zenor Pedrosa Rocha em Nova Venécia, conhecida no Espírito Santo como a "capital do granito". Ambas as equipes são alvi-azuis (escura). O time da cidade de Alegre só traz o uniforme principal. Ambos jogadores das duas equipes vestem os uniformes similares e entram em campo... praticamente iguais. Vendo que não haveria condições de duas equipes jogarem com os uniformes da mesma cor, os dirigentes visitantes tentam fazer com que o Veneciano mudasse. Os donos da casa recusam-se, pois pelo regulamento do campeonato, quem deveria fazer isso seria o visitante. A solução foi que o Veneciano emprestou ao Alegrense o uniforme número 2. Alguns jogadores até relutaram em vestir o uniforme, mas no final assim o fizeram. O resultado da partida foi 4x2 para o Veneciano. Segundo torcedores mais gozadores alegaram que o Veneciano aceitou o empréstimo do uniforme pois queria sair vitorioso de qualquer jeito.
ÚNICO
O Brasil é o único país
do mundo a ser campeão mundial de futebol sem ter um campeonato nacional
na época. O tri-campeonato mundial foi conquistado em 1970 e o primeiro
campeonato brasileiro só ocorreu em 1971. Nota: de 1959 a 1969, o único
torneio de clubes era a Taça Brasil, torneio no sistema mata-mata.
O São Cristóvão
do Rio de Janeiro é o único time de futebol do Brasil, autorizado
pela FIFA, a ter um único uniforme. Quando uma equipe, independente do
mando de campo tiver o mesmo padrão do São Cristóvão,
este é obrigado a trocar.
O Internacional de Porto Alegre, em 1979,
é a única equipe a ser campeã brasileira invicta.
O Vitória da Bahia é o
único time a ser vice-campeão brasileiro nas 3 divisões:
1ª Divisão (1993) , 2ª Divisão (1992) e 3ª Divisão
(2006)
Filpo Nuñes é o único
estrangeiro a ter dirigido a seleção Brasileira. Foi em 07 de
Setembro de 1965, na inauguração do estádio do Mineirão
em Belo Horizonte. Os jogadores da "Academia" do Palmeiras representaram
a seleção Brasileira num amistoso contra o Uruguai. O Brasil venceu
por 3x0.
Ainda sobre estrangeiros na seleção
brasileira, apenas 6 não-brasileiros já vestiram o uniforme da
seleção canarinho: o escocês Archie McLean (qua jogava pelo
Americano de São Paulo e, em 1913 representou o Brasil em amistoso contra
a Argentina), o italiano Francisco Police, (que atuou num único amistoso
em 1918), o inglês Sidney Pullen, (cinco jogos de 1916 a 1917), o goleiro
português Casemiro do Amaral, (que defendeu o Brasil em seis jogos e sofreu
14 gols), o boliviano Marcelo Martins Moreno, estreou na equipe sub-18. Já
o atacante polonês Rodolfo Barteczko, o Patesko, disputou 34 duelos pelo
Brasil, sendo quatro deles nas Copas de 1934 e 1938 sendo o único estrangeiro
a ter jogado pelo Brasil em copa do mundo.
O Paraná Clube de Curitiba, que
é o único do país com 2 estádios: Vila Capanema
e o Durval de Brito. Já o Marzagão, é o único time
no Amapá com estádio próprio: o Videirão. Apesar
da sua capacidade para 2000 pessoas parecer pequena, o estádio é
suficiente para abrigar 20% da população local de 11.000 habitantes.
A Federação Paranaense
de Futebol é a única federação no país a
ser proprietária de um estádio de futebol - o Pinheirão
em Curitiba, com capacidade para 45 mil torcedores.
O CSA é o único time do Nordeste a disputar uma final sul-americana (Copa Conmebol em 1999, enfrentando o Talleres da Argentina) enquanto que o Payssandú do Pará é o único time do Norte que disputou a Libertadores da América (2003) e também a conquistar um campeonato nacional (Copa dos Campeões de 2002).
O MAIOR E MAIS RÁPIDO
O Maracanã no Rio de Janeiro, com capacidade oficial para 180 mil torcedores
é o maior estádio de futebol do Brasil e atualmente, o 3º
do mundo. Os maiores são o Salt Lake na Índia e o Estádio
Nacional de Pyomgyang na Coréia do Sul. O Morumbi em São Paulo,
com capacidade para 130 mil torcedores é o maior estádio particular
do Mundo, pertencente ao São Paulo Futebol Clube. Já o estádio
Eugênio Menegueli, do Real Madri do Espírito Santo é o menor
do Brasil - 1.500 pessoas). Curiosamente, o estádio do time homônimo
espanhol, o Santiago Bernabeu, é o maior da Espanha (95.000 pessoas).
A Portuguesa Santista é um dos
clubes de futebol que detém o título de “Fita Azul do Futebol
Brasileiro”, fornecido pela CBD (atual CBF) em 1959 por ser a equipe com
maior número de vitórias no exterior, jogando na África.
Além da Santista, o Santos, Portuguesa de Desportos e o Vasco da Gama
também têm esse título. Já o ABC de Natal é
a equipe com maior tempo jogando no exterior: 100 dias.
O ABC de Natal é a equipe com
maio número de campeonatos estaduais conquistados até 2005. São
47 títulos estaduais do Rio Grande do Norte, incluindo um deca-campeonato.
Além do ABC, só o América Mineiro conquistou tal façanha
em sua história.
O maior campeonato de futebol do Brasil
é o campeonato varzeano de Manaus/ AM, com 206 equipes. Já em
termos profissionais, o estado de São Paulo é o com maior número
de equipes profissionais inscritas na federação: são 101
equipes.
O América amazonense, equipe tradicional
de Manaus e 5 vezes campeão estadual, entrou para o Guiness Book - O
Livro dos Recordes - por um fato inusitado. Seu técnico Amadeu Teixeira
está no comando do time há mais de 56 anos
Dario, o Dada Maravilha, detém
o recorde de gols em uma única partida: fez 10, na vitória por
14x0 do Sport Recife sobre o Santo Amaro. Já Friedenreich tem a maior
média de gols de um jogador: 0,99 gols por partida, (Pelé tem
0,93).
O jogador Washington, que em 2004 jogou
pelo Atlético Paranaense é considerado o maior artilheiro em 1
edição do campeonato brasileiro, marcando na temporada citada
33 gols. Já Roberto Dinamite é o maior artilheiro (gols acumulados)
do campeonato brasileiro com 190 tentos, jogando pelo Vasco da Gama e pela Portuguesa.
Em 1937, o goleiro Vilain do Atlético
de Florianópolis é declarado o melhor goleiro do Brasil, com suas
62 defesas superou Batatais do Fluminense do Rio, com 60 defesas.
Ronaldo Luís Nazário de
Lima, o Ronaldinho "Fenômeno", ganha mais de US$ 160 mil por
semana (dados em 2005), o que faz dele o jogador de futebol mais rico do mundo.
A maior ficha suja do futebol brasileiro
pertence ao ex-zagueiro gaúcho Daison Pontos, que acumulou 18 punições
em 14 anos de profissionalismo. A sua ficha inclui:
1959 – agressão a adversário.
1962 – invasão de campo.
1963 – ofensas ao juiz.
1964 – agressão ao adversário.
1964 – ofensas ao juiz.
1964 – ofensas ao juiz.
1964 – ofensas ao juiz.
1966 – agressão ao adversário.
1968 – ofensas ao juiz.
1969 – agressão ao adversário.
1969 – atitude inconveniente.
1970 – agressão ao adversário.
1971 – atitude inconveniente.
1972 – agressão ao adversário.
1973 – agressão ao adversário.
1974 – ofensas ao juiz.
1974 – uso de estimulante.
1974 – agressão ao juiz.
O jogador Schmidlin, atacante do Caxias
de Joinville, bate o recorde de permanência num mesmo clube: 24 anos (1920-1944),
ou seja desde a fundação do clube.
O Paraná Clube de Curitiba pode
se gabar de ser o clube dos recordes. O time é resultado da junção
de 07 clubes: Savóia, Água Verde (Em 1942, durante o período
da II Guerra, os dois se fundem, formando o Esporte Clube Brasil, sendo rebatizado
como Água Verde em 1944, e Pinheiros em 1971), Britânia, Palestra
Itália, Ferroviário (estes três se unem em 1971 e formam
o Colorado). O Paraná Clube surgiria em 1989, da junção
do Pinheiros com o Colorado. Se fosse computados todos os títulos dos
ancestrais o Gralha Azul seria o segundo maior vitorioso do estado, com 28 títulos.
O maior tabu da história do futebol
brasileiro fora à seqüência inédita de vitória
do Santos sobre o Corinthians. O time do Parque São Jorge ficou de 1957
a 1962 sem vencer uma única vez o time do litoral. Foram 11 anos de invencibilidade
santista.
Entre as equipes que foram campeã
estadual mais de uma vez, o América carioca é a a equipe com maior
jejum de títulos: Em 2005 completou 45 anos.
O Guarani tem a maior sequência de vitórias do futebol brasileiro: 12 vitórias consecutivas em 1978, sob o comando de Carlos Alberto Silva; a maior média de gols marcados em uma edição do Campeonato Brasileiro (em 1982, o bugre teve a média de 2,65 gols por partida) e é dono da "maior virada" do futebol brasileiro também pertence ao time de Campinas. Em 10/04/1927, Santos e Guarani jogavam amistosamente na Vila Belmiro, na estréia do centro-avante Feitiço no time da casa. No intervalo do jogo, o alvinegro praiano vencia por 5 x 1. No segundo tempo, o Bugre virou para 6 x 5, ante os olhares atônitos de todos. E isso reduzido a 10 jogadores no final da partida, pois o zagueiro Joca quebrou a perna e as substituições não eram permitidas.